sábado, 18 de julho de 2015

Carne bovina sobe mais de 17% ao consumidor em um ano em MT


Em um ano, o preço da arroba do boi cresceu 19,44%.
Vendas do frigorífico diminuíram, diz presidente do Sindifrigo.



O preço médio da carne ao consumidor cresceu 17,26% em julho de 2015 em relação ao mesmo mês em 2014. Os dados foram divulgados nesta semana no boletim semanal de Bovinocultura de Corte do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Nesse período de um ano, de 11 de julho de 2014 para 10 de julho de 2015, o preço da arroba do boi teve um aumento de 19,44%, passando de R$ 110,76 para R$ 132,30, conforme dados do Imea.
O consumidor César Oliveira compra carne há 30 anos em um mesmo açougue e, com o aumento dos preços, diminuiu o produto nas refeições da família. “Geralmente não falta a carne, não pode faltar, mas agora comemos três vezes na semana. Nos outros dias, comemos outra mistura, vegetais, frango”, conta.
No açougue de Diego Mattozo, a preferência do consumidor se voltou para a compra de carne de segunda, como a paleta e o acém. Para ele, são sinais de que o consumidor está mais precavido com tantas notícias sobre crise econômica no país. “O próprio consumidor se retrai com medo da crise, ele começa a se preparar para o que pode vir pela frente”, afirma.
O volume de carne bovina vendido pelo açougue dele, que compra a carcaça inteira para desossar, caiu nos últimos dois meses. “Se antes cortávamos 8 vacas por dia, hoje estamos cortando 6”, diz Mattozo.
De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso(Sindifrigo), Luiz Antônio Freitas, as vendas de carcaça bovina feitas pelos frigoríficos caíram no Estado de uma maneira geral. “Todo mundo está comprando menos, houve uma redução de cerca de 10% na venda de carne pelos frigoríficos”, afirma.
Preço da carne em Mato Grosso, MT, Cuiabá, 17/07. (Foto: Reprodução/TVCA)Em julho, no entanto, o preço da arroba do boi teve
queda (Foto: Reprodução/TVCA)
No entanto, ele explica que o preço da arroba do boi sofreu uma redução de aproximadamente 8% do início do ano para julho, passando de R$ 142 para R$ 130. Com isso, o quilo da carcaça que era vendido a R$ 9,60, passou a ser vendido por R$ 8,90. “Isso porque no primeiro semestre houve uma oferta maior de bois para abate, seguida por uma redução no consumo”, informa.
O superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grossox (Acrimat), Olmir Cividini, confirma que, nas últimas semanas, houve uma desvalorização da arroba do boi para o pecuarista. "Imaginamos que o principal motivo é a demanda da carne. Lá na ponta, o consumidor está comprando menos, porque o preço tem subido, e também por causa da crise macroeconômica", diz.Diego Mattozo diz que percebeu que o preço da carcaça bovina que compra dos frigoríficos caiu cerca de 4% a partir do início do ano, mas comenta que não repassou a queda ao consumidor devido ao aumento da conta de energia elétrica após os reajustes do governo. “A conta passou de R$ 8 mil para R$ 15 mil mensais”, afirma. Com a diminuição nas vendas, ele manteve os preços praticados no açougue para não "assustar" os clientes e carnes de segunda, como paleta e acém, estão sendo vendidas a R$ 15 o quilo.

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Fonte : G1 Agrodebate - link http://goo.gl/DsBbUz

terça-feira, 14 de julho de 2015

Soja mostra reação moderada em Chicago

Cotações chegaram a subir até 4 pontos no pregão desta quarta-feira (08/7)
Câmbio ajuda a valorizar preços e negociações no mercado interno.


Os preços da soja no mercado futuro da Bolsa de Chicago mostraram uma pequena reação depois das fortes quedas dos últimos dois dias. O fechamento apontou alta de até 4 pontos sobre o dia anterior, embora mantendo a maioria dos contratos abaixo da casa dos US$ 10 o bushel, segundo o boletim Sojanews, da consultoria Agrinvestor Intelligence.
Segundo a consultoria, o dia foi de volatilidade, com o mercado buscando reagir por fatores técnicos e também frente a previsões de retorno de chuvas nas zonas produtoras dos Estados Unidos. Preocupações com as fortes quedas nos mercados acionários da China, no entanto, limitaram os ganhos.









A Agrinvestor Intelligence destaca ainda que o mercado também buscou se posicionar frente ao relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a ser divulgado nesta sexta-feira.
Analistas acreditam que o USDA deverá reduzir suas previsões sobre a produção americana em relação as estimativas anteriores, devido aos efeitos do excesso de chuvas sobre as lavouras. Aposta-se também numa redução nas projeções de estoques finais, tanto da safra velha quanto da nova.
No Brasil, o mercado de câmbio encerrou as negociações do dia novamente em acentuada alta de 1,5%, com o dólar cotado a R$ 3,222 na média entre compra e venda, o que favoreceu uma melhora dos preços internos da soja e a realização de um movimento razoável de novos negócios pelo país.
Fonte : G1 Agrodebate link :http://goo.gl/IuPK8M


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sábado, 11 de julho de 2015

Pesquisadores identificam ferrugem asiática em soja guaxa em MT

Foram encontradas soja guaxa em lavouras de girassol.
De Sorriso a Sinop, havia soja guaxa com esporos perto à área urbana.


Nos meses de junho e julho, os pesquisadores José Tadashi, PhD em Fitopatologia, e Eduardo Vaz, analista técnico da associação, percorrem as regiões Oeste, Norte e parte da Sul de Mato Grosso para verificar a incidência de ferrugem asiática em soja guaxa (soja voluntária) em meio a algumas culturas. A visita ao campo faz parte da programação da segunda rodada técnica realizada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) neste ano. A primeira ocorreu em janeiro e fevereiro.
“Na região Oeste havia bastante soja guaxa no girassol e na cotralária e, de forma mais moderada, no milheto. No caso da região Sul, fomos 
até Primavera do Leste. Durante o percurso não foi encontrada soja voluntária, com exceção do perímetro urbano”, relata Vaz. Nas rodadas, os pesquisadores também debateram juntos aos sindicatos rurais locais impasses técnicos de sanidade da soja, como vazio sanitário e fungicidas.
Em comparação aos anos anteriores, Tadashi avaliou que houve avanços na limpeza de soja guaxa na região Norte, principalmente na BR-163. A rodovia atualmente é gerenciada pela concessionária Rota do Oeste. De Sorriso atéSinop, também na BR-163, no entanto, foi verificada a presença de soja guaxa com esporos viáveis nas imediações do perímetro urbano.
Ainda no Norte, o fitopatologista e o analista técnico verificaram, na MT-220, infestação de daninhas aliadas a soja voluntária. “Na MT - 423, sentido Cláudia, foi constatada soja voluntária em crotalária e também alta severidade de ferrugem asiática com esporos viáveis, o que causa preocupação em relação a defesa sanitária do Estado, visto a ponte verde da cultura, fato que intensifica o uso dos poucos fungicidas ainda eficientes ao controle da doença”, explica Tadashi.
Vazio Sanitário
A fiscalização do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea/MT) devido ao vazio sanitário, que começou no dia 1º de junho e vai até 15 de setembro, também foi tema da rodada técnica na região Oeste.
Os relatórios são levados para a Comissão de Defesa Agrícola e Diretoria da associação, que geram ações efetivas no campo.


Fonte : G1 agrodebate Link :http://goo.gl/ZJWQrl

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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Usinas de MS já moeram 15,8 mi de t de cana na safra 2015/2016

Volume é o acumulado entre abril e o fim de junho, segundo Biosul.
Entidade reitera projeção de aumento da produção em 15,2%.



As usinas sucroenergéticas de Mato Grosso do Sul já processaram até o fim de junho, 15,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2015/2016, que foi iniciada em abril deste ano e deve seguir até janeiro do próximo. A informação é do relatório de acompanhamento de safra divulgado quinzenalmente pala Associação dos Produtores de Bioenergia (Biosul).
Segundo a entidade, o volume moído até a segunda quinzena de junho é 32,53% superior ao do mesmo período da safra passada, que foi aproximadamente 11,9 milhões de toneladas de matéria-prima. Somente nestes últimos 15 dias do mês passado, foram processadas 3,5 milhões de toneladas de cana, 10,17% a mais que no mesmo intervalo de tempo do ciclo anterior.
O presidente da Biosul, Roberto Hollanda, aponta que em junho houve uma redução do volume de chuvas nas principais regiões produtoras do estado, o que possibilitou que as usinas acelerassem o processamento. Ele também reiterou a projeção de que o estado deve atingir neste ciclo um volume de processamento de 50,2 milhões de toneladas, 15,2% a mais do que os 43,5 milhões de toneladas da temporada anterior.
Com  quantidade de matéria-prima já moída neste ciclo, o parque sucroenergético de Mato Grosso do Sul produziu 421 mil toneladas de açúcar, 36,2% a mais que na parcial da safra passada, e 884,2 milhões de litros de etanol, sendo 215 milhões de litros anidro e 669 milhões de litros hidratado.


Fonte : G1 Agrodebate link : http://goo.gl/avRXm5


 Site Terras do Tocantins

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Arábia Saudita avalia retomar compra de carne e aves do Brasil

Compras de carne foram suspensas em 17 de dezembro de 2012. 
Nesta semana, missão saudita fez série de vistorias em plantas frigoríficas.



Representantes da Arábia Saudita estão nesta sexta-feira (12) em reunião noMinistério da Agricultura discutindo, entre outros assuntos, a possibilidade de o país importar carne bovina in natura do Brasil. Nesta semana, a missão saudita fez uma série de vistorias em plantas frigoríficas para possível retomada das compras, suspensas em 17 de dezembro de 2012. Também está em pauta a venda de frango para o país.
Na reunião com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, eles farão considerações sobre fábricas e plantas de bovinos e aves. No ano passado, a exportação total do Brasil para a Arábia Saudita, incluindo outros produtos além de alimentos, somou US$ 2,542 bilhões e 5,332 milhões de toneladas. Desse total, US$ 1,217 bilhão foi em carnes, cortes e miudezas de aves.
Na última semana, os representantes sauditas visitaram frigoríficos no Pará, Mato Grosso e Pernambuco, passando por duas fazendas, um laboratório e seis frigoríficos. Também estiveram em seis unidades de abate de aves, um laboratório e uma granja. A reabertura do comércio com a Arábia Saudita tem potencial para ajudar a destravar negociações com países do Golfo Pérsico, como Kuwait, Bharein, Omã, Emirados Árabes Unidos e Qatar.

Fonte : G1 Agrodebate 
link fonte : http://goo.gl/oIfPYO

terça-feira, 16 de junho de 2015

Presos 6 ladrões de gado em MT

Suspeitos fazem parte de parte de quadrilha que foi presa no início do mês.
Grupo criminoso era especializado em roubo de gado e defensivos.



Seis integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de gado e defensivos agrícolas foram presos na manhã desta terça-feira (16) em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. De acordo com a assessoria da Polícia Civil, eles são membros de parte do grupo que foi preso em um confronto após um assalto no início deste mês, em uma fazenda em Barra do Bugres, a 139 km da capital. Naquela ocasião seis assaltantes foram presos e dois mortos. Um investigador e um delegado também foram baleados.

Segundo a polícia, os seis integrantes estavam com mandados de prisão preventiva decretada pela Justiça. Os policiais prenderam os suspeitos em residências e duas chácaras da região de Tangará da Serra. Além das prisões, também foram apreendidas sete armas, entre pistolas, revólveres e espingardas. Um dos presos é apontado como responsável por fornecer as armas para a quadrilha. Ainda na operação os policiais apreenderam joias, caminhões e duas motocicletas importadas.
Todos devem responder por roubo qualificado, associação criminosa, resistência à prisão, cárcere privado, posse e porte ilegal de arma de fogo e munições e receptação. Para o delegado regional de Tangará da Serra, Alexandre Morais Franco, a quadrilha está 100% desarticulada. "Prendemos hoje os últimos integrantes do grupo criminoso e os receptadores. A operação está fechada", afirmou. 
O delegado Nelder Martins Pereira e o investigador Antenor Francisco da Silva foram baleados na primeira parte da operação. O investigador levou um tiro na perna, foi hospitalizado e recebeu alta hospitalar no dia 8. O delegado foi atingido na lateral do tórax e permanece em observação em um hospital particular, em Cuiabá. Ambos estavam de coletes a prova de bala,
O caso
No início do mês a polícia montou uma operação para tentar prender a quadrilha que planejava roubar 150 cabeças de gado em uma fazenda a 40 km do município de Barra do Bugres, nas proximidades do Distrito do Currupira, onde 19 pessoas eram mantidas reféns. Todas foram libertadas sem ferimentos. 

Na fazenda os policiais encontraram o líder do grupo, que jogou o carro contra a equipe policial e atirou ao mesmo tempo, ferindo o investigador e o delegado. Os policiais revidaram os tiros e acabaram matando o suspeito. Pelas investigações a quadrilha era composta por mais de 25 assaltantes.

De acordo com a polícia, o líder do grupo tinha registros criminais desde 1990 por roubos praticados e homicídios, tendo a fama de ‘matador de aluguel’. Em uma das ocasiões em que havia sido preso, há oito anos, pela Polícia Civil na região de Tangará da Serra, o criminoso teria confessado 15 homicídios, mas não deu detalhes das vítimas.


Fonte G1 Agrodebate : link original : http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2015/06/seis-integrantes-de-quadrilha-que-roubava-gados-sao-presos-em-mt.html
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terça-feira, 2 de junho de 2015

Combate ao fungo Phakopsora pachyrhizi, que causa a ferrugem asiática na soja.

Com início hoje, vazio sanitário da soja termina em 15 de setembro em MT

No período, não é permitido manter planta viva de soja nas propriedades.
Indea pretende fiscalizar 4 mil propriedades no Estado.


O vazio sanitário da soja na safra 2014/2015 começou nesta segunda-feira (1), em Mato Grosso, e se encerra no dia 15 de setembro. Durante 107 dias, os sojicultores do Estado não poderão deixar nenhuma planta de soja viva no campo, seja de plantio ou voluntária (soja guaxa). O vazio sanitário tem o objetivo de ajudar a reduzir o inóculo do fungo Phakopsora pachyrhizi, que causa a ferrugem asiática na safra seguinte. O vazio sanitário da soja foi instituído em Mato Grosso, como medida fitossanitária desde 2006.
O fungo que causa a ferrugem na soja precisa do da planta hospedeira viva para se alimentar. Por isso é importante eliminar toda planta de soja viva da lavoura e da sede da propriedade. A doença provoca a desfolha precoce da planta, impedindo a completa formação dos grãos, o que reduz a produtividade.

De acordo com o coordenador de Defesa Sanitária Vegetal do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), Ronaldo de Assis Medeiros, o cumprimento do vazio sanitário tem contribuído para a redução no uso de agrotóxicos e consequentemente, do custo da produção.
Segundo informações do Indea, técnicos devem fiscalizar cerca de 4 mil propriedades. Em 2014, o corpo técnico de fiscais fiscalizou mais de 3,5 mil propriedades. A multa para quem descumprir o período é de 30 Unidade Padrão Fiscal (UPF-MT), mais 2 UPF por hectare de planta não eliminada.
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) informou que tem enviado ofícios para prefeituras de municípios produtores alertando para a necessidade de eliminação de plantas vivas no perímetro urbano. “Isso ocorre devido a sementes que caem de caminhões e acabam germinando. O trabalho em conjunto entre produtores, Município e Indea é fundamental para o controle da ferrugem asiática”, diz o diretor técnico da Aprosoja, Nery Ribas.
O documento abre uma exceção para o controle da soja guaxa nas lavouras cultivadas com girassol. Nesse caso, os produtores podem eliminar as plantas de soja que germinaram voluntariamente até 15 de junho.
O período em MT
A Instrução Normativa Conjunta das secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sedec)/Agricultura Familiar (Seaf)/Indea-MT n°001/2015, publicada no Diário Oficial em 9 de fevereiro deste ano, estabelece o período de 1º de maio a 15 de setembro, para o vazio sanitário da soja em Mato Grosso. A data de início para 2015 foi alterada, excepcionalmente, de 1º de maio para 1º de junho, como consta na Portaria Indea-MT n° 033/2015, publicada no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso, em 30 de abril.
O presidente do Indea, Guilherme Nolasco, afirma que, para a definição do período, “levou-se em consideração as condições do tipo de solo e clima do Estado, com base na orientação da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal de Mato Grosso (CDSV/SFA-MT) e em notas técnicas de instituições de pesquisa, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação MT”.


Fonte : Agrodebate G1 link  http://goo.gl/b0LD7f

Agricultura e pecuária devem gerar um valor de produção de R$ 25,721 bi.

Bovinos, soja e cana alavancam alta no valor da produção agro em MS


Projeção do Mapa indica crescimento de 4,68% no VBP do estado.
Agricultura e pecuária devem gerar um valor de produção de R$ 25,721 bi.



A bovinocultura, a produção de soja e a de cana-de-açúcar, entre outros, devem ajudar a alavancar o crescimento de 4,68% no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Mato Grosso do Sul em 2015 frente a 2014, que deve passar de R$ 24,570 bilhões para R$ 25,721 bilhões. Os dados são da mais recente estimativa da  Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (AGE/Mapa).
O VBP é um indicador da atividade calculado com base nos volumes de produção e preços médios da agricultura e pecuária do estado. Conforme a projeção, do Valor Bruto de Produção esperado para o estado em 2015, 57,22% deve vir da agricultura, que deve atingir os R$ 14,718 bilhões e 42,77%, da pecuária, que deve totalizar R$ 11,003 bilhões.
A soja deve contabilizar um crescimento de  10,39% (de R$ 6,614 bilhões para R$ 7,302 bilhões) e a cana-de-açúcar um incremento percentualmente ainda maior, 10,74% (de R$ 2,935 bilhões para R$ 3,251 bilhões).
Por outro lado, na pecuária, a projeção para a criação de bovinos é de um aumento de 9,49% no VBP deste ano em comparação com o anterior (de R$ 8,094 bilhões para R$ 8,862 bilhões). Também está previsto um acréscimo de 1,80 % na produção de suínos (de R$ 464,567 milhões para R$ 472,947 milhões) e queda de 2,56% na de frangos (de R$ 1,333 bilhão para R$ 1,299 bilhão).

Fonte : Agrodebate G1  link :http://goo.gl/9Wcmkq

domingo, 8 de março de 2015

Agronegócio: desvalorização do Real deve beneficiar o setor

“A produção e a produtividade não são mais os desafios e, sim, o planejamento de Estado", diz Celso Pastore (2º da direita para esquerda), ex-presidente do Banco Central. Foto: Divulgação Demarest Advogados
“A produção e a produtividade não são mais os desafios e, sim, o planejamento de Estado”, diz Celso Pastore (2º da dir. para esq.), ex-presidente do Banco Central. Foto: Divulgação Demarest Advogados

“A conjuntura internacional, marcada por queda na cotação do petróleo, tendência de declínio nos preços de commodities agrícolas, menor crescimento (econômico) da China e recuperação mais consistente da economia americana não devem ser de todo ruim para o produtor rural brasileiro.” A avaliação é do economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central.
Ao traçar um panorama sobre o momento atual da economia brasileira com foco nas perspectivas do agronegócio, durante o Seminário do Agronegócio: Agenda Regulatória, realizado em São Paulo pela Demarest Advogados, Pastore acentuou que a agricultura deverá sair favorecida por um período, que acredita ser em breve, de valorização do dólar no mundo.
“No contexto, o agronegócio brasileiro deverá se beneficiar dessa depreciação do Real”, afirmou o economista.
Ele explicou que há várias forças enfraquecendo a moeda nacional, entre elas destacou a valorização do dólar, a queda dos preços internacionais das commodities, a redução no crescimento do comércio mundial e os déficits brasileiros elevados nas contas correntes.
A agricultura, acentuou Pastore, se defronta com duas forças atuando em direções contrárias: a queda dos preços internacionais das commodities, que deverá se prolongar  por um extenso período, e um movimento de depreciação do câmbio Real. Este, em grande parte, “compensa o primeiro, preservando a rentabilidade do setor”.
AQUISIÇÃO DE TERRAS
O encontro, que reuniu cerca de 200 profissionais ligados às áreas jurídicas, financeira e também do agronegócio, teve início com o painel “Restrições para Aquisição de Terras Rurais”, que debateu, principalmente, um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que dificulta a compra de terras por estrangeiros ou empresas com participação acionária estrangeira.
O painel contou com as participações de Francisco de Godoy Bueno, diretor da Sociedade Rural Brasileira; Colin Butterfield, diretor-presidente da Radar Propriedades Agrícolas; e Felipe Marques, gerente de Novos Negócios da BrasilAgro.
Os participantes do painel se mostraram bastante preocupados com a grande insegurança jurídica que os entraves aos negócios com terra gerou no setor.
“O parecer tem caráter político-ideológico”, afirmou um dos vice-presidentes da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Francisco de Godoy Bueno, para quem “a consequência é uma judicialização do direito de propriedade.
Na opinião de Marques, da BrasilAgro,  “o processo fica muito mais moroso, os custos se elevam e gera uma enorme sensação e insegurança”. Para  a SRB, o parecer da AGU restringiu a compra de terras no País por empresas brasileiras com capital estrangeiro e, de lá para cá, os investimentos “minguaram”, uma vez que não há segurança jurídica de que os negócios serão validados.
Ao detalhar e ampliar seu raciocínio, Godoy (SRB) salientou que o quadro regulatório em vigor no País “não assegura o exercício pleno do direito de propriedade para o proprietário de terras em geral, seja ele brasileiro ou estrangeiro”.
Segundo ele, as obrigações administrativas criadas a cada dia relativizam o direito de propriedade. “Não basta a aquisição civil para garantir o direito de propriedade”, afirmou.
Participantes do Seminário do Agronegócio: Agenda Regulatória (SP) se mostraram bastante preocupados com a grande insegurança jurídica que os entraves aos negócios com terra gerou no setor. Foto: Divulgação Demarest Advogados
Participantes se mostraram bastante preocupados com a grande insegurança jurídica que os entraves aos negócios com terra gerou no setor. Foto: Divulgação Demarest Advogados
PROTEÇÃO AMBIENTAL
Outro painel que chamou a atenção dos participantes foi o que tratou do tema “Reserva Legal, Cadastro Ambiental Rural (CAR) e Responsabilidade Ambiental das Instituições Financeiras”. As discussões contaram com apresentações de Walter Lazzarini Filho, presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente da Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp); da desembargadora federal Consuelo Yoshida, do Tribunal Regional Federal (TRF); e de Fabio Braga, advogado da Demarest.
O assunto predominante foi a necessidade de as empresas rurais e também as instituições financeiras se adequarem às novas normas e leis relacionadas à proteção ambiental. Segundo dados apresentados durante o seminário, apenas 10% das propriedades rurais do País estão inscritas no novo sistema de controle do governo federal para evitar desmatamentos. O produtor que não realizar o Cadastro Rural Ambiental (CAR) pode ficar impedido de obter crédito.
Em outro painel, foi abordado o aspecto da legislação trabalhista, que tratou de trabalho análogo à escravidão. Ainda foi discutida  a terceirização, um ponto que, para os participantes do encontro, é determinante quando se fala em modernização das relações de trabalho. O último abordou questões ligadas à “Governança Corporativa, Compliance e Concentração Econômica”.
A FORÇA DO AGRO
Ao justificar a realização do evento, que teve o apoio da SRB, Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Datagro, Archer Consulting e Cetip,  o sócio do Demarest Renato Buranello, especialista em agro, disse que “o agronegócio passa por uma grande revolução.
“A produção e a produtividade não são mais os desafios e, sim, o planejamento de Estado, pelo qual as políticas agrícolas e sua regulação formam um conjunto sistêmico e organizado, o que traduzirá maior segurança jurídica aos agentes dos sistemas agroindustriais”, salientou Buranello.
Segundo ele, o investimento no agronegócio é cada vez mais essencial para o contínuo desenvolvimento do País.
“A projeção é a de que o PIB (Produto Interno Bruto) deste segmento crescerá 2% em 2015, frente a 1,2% de 2014. O Brasil já é o maior produtor de carne do mundo e possui o maior rebanho, com cerca de 200 milhões de cabeças. Do total de área plantada, aproximadamente 50% já é ocupada pela soja. Atualmente, o agronegócio movimenta R$ 1 trilhão e tem um peso superior a 23% do PIB”, avaliou o advogado.
Por equipe SNA/SP
http://sna.agr.br/seminario-do-agronegocio-desvalorizacao-do-real-pode-beneficiar-o-setor/

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Matéria do site americano AGWEB sobre a soja no Brasil e a queda de safra no Paraguay

Brazil Soybean Fields See Rain While Dryness Cuts Paraguay Crop

December 9, 2014 08:57 AM
web Brazil soybeans trucks
Soybean growing areas in parts of Brazil and Argentina benefited from recent rainfall while Paraguay’s crop may be smaller than previously expected because of drought stress, Oil World said.
Brazil experienced “favorable rain” last month in the states of Mato Grosso do Sul, Sao Paulo and Santa Catarina, while Rio Grande do Sul saw a surge in plantings in the week- ended Dec. 4, the Hamburg-based researcher said. Other states, including top grower Mato Grosso, are still contending with dryness in some areas. Eastern and northern areas of Argentina, including Buenos Aires province, benefited from rain in the past two weeks while central areas including Cordoba are still dry.
Price declines in soybeans recently reflected “largely favorable weather conditions and good planting progress in South America,” Oil World said. “The partly dry conditions in some important growing areas are currently ignored.”
Soybean futures on the Chicago Board of Trade, the global benchmark, fell to $9.8375 a bushel on Dec. 3, the lowest in five weeks, before rebounding about 6 percent. They had risen 15 percent in October in part on dryness concerns in Brazil and shipping delays in areas of the U.S. Brazil is expected to be the world’s second-biggest soybean exporter this season, after the U.S., followed by Argentina and Paraguay, according to the U.S. Department of Agriculture.
Farmers in Brazil have finished planting about 92 percent of the country’s crop, researcher AgRural said Dec. 5. Argentine farmers had sown 11.2 million hectares (27.7 million acres) as of Dec. 4, behind last year’s pace of 11.6 million hectares, Oil World said, citing the Buenos Aires Grains Exchange.

Drought Stress

Soybean production in Paraguay may be 500,000 to 1 million tons smaller than a previous estimate of 9.5 million tons, Oil World said. Yields on about a quarter of the country’s soybean area may be 30 percent to 50 percent lower than last year “as a result of drought stress occurring during critical phases of development in preceding weeks,” according to the report.
Dependence on the U.S. for soybean exports remains “unusually high” amid tight supplies currently available out of South America, Oil World said. Brazil’s exports in November fell to 177,000 tons, down from 648,000 tons during the same month last year. Increasing demand from China and Europe helped send U.S. exports to a record 10.8 million tons last month, according to the report.

credits : original link : agweb

sábado, 10 de janeiro de 2015

Você sabe o que é um QR Code ?



QR code, ou código QR, é a sigla de "Quick Response" que significa resposta rápida. QR code é um código de barras, que foi criado em 1994, e possui esse nome pois dá a capacidade de ser interpretado rapidamente pelas pessoas.
O QR code é utilizado por várias indústrias, como revistas e propagandas, e esse código é utilizad para armazenar URLS que depois são direcionadas para um site, hotsite, vídeo, etc. O QR code também pode ser facilmente escaneado por qualquer celular moderno, onde existem aplicativos específicos que tem a capacidade de ler o link e levar o cliente em potencial para o site que a empresa quer.
Existem diversos aplicativos disponíveis na internet específicos para a leitura do QR code, quase todos os celulares modernos podem fazer o download. A utilização do QR code tornou-se popular juntamente com o uso da internet em celulares, assim as empresas visaram uma boa estratégia de marketing para esse tipo de público, geralmente jovens. A idéia do QR code é levar o cliente para um site, ou então trazer textos com informações do produto, curiosidades, e etc.


Aplicativos para a leitura de QR Codes
Muitos dos celulares novos já vêm de fábrica com aplicativos leitores de códigos QR instalados. Para os demais aparelhos é necessário procurar um programa compatível. Veja uma lista desses programas.
Geralmente para instalar esses programas basta fornecer o número do celular no site do aplicativo. Logo em seguida o usuário recebe uma mensagem com um link para instalar o programa. O iG recomenda os seguintes aplicativos:
i-nigma reader – um dos mais populares leitores de QR Codes do mundo.
Kaywa Reader – enorme variedade de smartphones e celulares compatíveis com o este aplicativo

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PIB do Agronegócio deve ser maior em 2015 diz a Ministra Katia Abreu

Aumento da produção e valorização do dólar serão os principais destaques, diz ministra


O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio em 2015 deverá ter melhor desempenho que no ano passado, estimou nessa sexta, dia 9, a ministra Kátia Abreu, devido a um aumento da produção e à valorização do dólar frente o real.
A ministra falou com jornalistas durante o anúncio da nova projeção de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que elevou a previsão para colheita de soja e milho em 2014/2015.
A expectativa é de que a produção atinja 202,18 milhões de toneladas, volume 4,5% maior na comparação com o observado em 2013/2014. Desse total, 176,30 milhões de toneladas vêm do Centro-Sul do país. As 25,87 milhões de toneladas restantes são provenientes do Norte e Nordeste.
Conforme a companhia, o aumento de produção é resultado do incremento de área plantada. O levantamento diz que a área a ser cultivada na safra 2014/2015 indica um crescimento de 1,3%, ou seja, deverão ser acrescidos 766,7 mil hectares à área de 56,99 milhões cultivada na safra 2013/2014. A produtividade também vai ajudar, com avanço de 3,2%, para 3.501 kg por hectare.
Por produto, a Conab estimou que a produção de soja em 2014/2015 atinja 95,92 milhões de toneladas, 11,4% mais na comparação anual. Quanto ao milho, a temporada foi projetada em 79,05 milhões de toneladas (-1,1%), sendo 29,64 milhões de toneladas de 1ª safra (-6,4%) e 49,41 milhões de toneladas de 2ª safra (2,4%).
Há ainda a expectativa de que a produção de arroz tenha um crescimento de 0,6%, passando de 12,12 milhões de toneladas para 12,20 milhões na atual safra. Para a mamona, o crescimento esperado é de 139,8%, de 44,7 mil toneladas para 107,2 mil toneladas na atual safra. Quanto ao algodão, a safra deve cair 11%, para 1,54 milhão de toneladas. A de feijão também deve registrar queda, de 2,7%, para 3,34 milhão de toneladas.

Fonte : 
9 de Janeiro de 2015 às 11:00 Canal Rural com informações da Reuters e Agência Estado
Atualizado em: 9 de Janeiro de 2015 às 19:47


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Retrospectiva 2014 - ARROZ

Arroz teve ano positivo em 2014, com aumento da produção e das exportações

No Rio Grande do Sul, maior produtor do país, foram colhidas mais de oito milhões de toneladas


O ano passado foi positivo para o arroz. Na safra 2013/2014, a cultura teve aumento de 6,9% na produção total em relação à temporada anterior. No Rio Grande do Sul, maior produtor do país, foram colhidas mais de oito milhões de toneladas.
– O arroz continua estável no que diz respeito à produção, tendo em vista a garantia que o arroz tem em função do recurso hídrico disponível. Quando não há esse recurso, o produtor não planta – afirma o presidente d a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto.
A demanda internacional favoreceu as exportações do produto, que alcançaram a mais de 83 mil toneladas até outubro de 2014. Pelo quarto ano consecutivo, as vendas externas superaram as importações.
– Nós estamos competindo no mercado com preços elevados, mas, em função do câmbio, estamos tendo uma boa saída do produto – explica o analista de mercado Ricardo Pinzon.
Na safra 2014/2015, a área gaúcha teve leve recuo: 0,11%. Mas o clima se portou como um vilão, colocando o El Niño para atrapalhar os planos do produtor.
Custos
Mesmo com atraso, cerca de 70% das lavouras foram semeadas no período preferencial para a cultura. A área plantada foi ligeiramente menor que a da safra anterior, chegando a 1,117 milhão de hectares.
O produtor João Paulo Knackfuss, de Eldorado do Sul, conseguiu antecipar a semeadura para a metade de setembro. Ele acredita que isso não afetará a produtividade, mas preocupa-se com o aumento dos custos de produção do arroz e do atraso de uma maneira geral na lavoura.
Em sua propriedade, a aplicação de fungicidas e herbicidas foi realizada por avião agrícola, elevando ainda mais os custos.
– Neste ano, estamos com 700 hectares voados, e temos ainda a segunda cobertura de ureia na primeira parte da lavoura e todo o fungicida pra fazer. Vamos chegar a 1300 hectares voados – calcula Knackfuss.
Rendimento
Ele deve colher em média nove toneladas por hectare nos 220 hectares plantados na metade de setembro.
– Esta lavoura do pré-germinado, que foi plantado no dia 14 de setembro, está prometendo. Quanto à que foi plantada em 15 de novembro, não sabemos ainda o que vai acontecer, mas temos bastante tempo pela frente. Nós temos frio em fevereiro, então não sabemos como ela vai suportar – disse o produtor.
João Paulo Knackfuss está otimista quanto à renda. Como produtor independente, ele consegue barganhar pelo preço do grão. 
– A produtividade está relacionada a buscar sempre uma assessoria técnica de qualidade, atualizar-se e estar, senão na frente, junto ao que está acontecendo no mercado. Mas, sem dúvida, a armazenagem própria permite fazer uma melhor negociação – conclui o produtor.


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