sábado, 18 de julho de 2015

Carne bovina sobe mais de 17% ao consumidor em um ano em MT


Em um ano, o preço da arroba do boi cresceu 19,44%.
Vendas do frigorífico diminuíram, diz presidente do Sindifrigo.



O preço médio da carne ao consumidor cresceu 17,26% em julho de 2015 em relação ao mesmo mês em 2014. Os dados foram divulgados nesta semana no boletim semanal de Bovinocultura de Corte do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Nesse período de um ano, de 11 de julho de 2014 para 10 de julho de 2015, o preço da arroba do boi teve um aumento de 19,44%, passando de R$ 110,76 para R$ 132,30, conforme dados do Imea.
O consumidor César Oliveira compra carne há 30 anos em um mesmo açougue e, com o aumento dos preços, diminuiu o produto nas refeições da família. “Geralmente não falta a carne, não pode faltar, mas agora comemos três vezes na semana. Nos outros dias, comemos outra mistura, vegetais, frango”, conta.
No açougue de Diego Mattozo, a preferência do consumidor se voltou para a compra de carne de segunda, como a paleta e o acém. Para ele, são sinais de que o consumidor está mais precavido com tantas notícias sobre crise econômica no país. “O próprio consumidor se retrai com medo da crise, ele começa a se preparar para o que pode vir pela frente”, afirma.
O volume de carne bovina vendido pelo açougue dele, que compra a carcaça inteira para desossar, caiu nos últimos dois meses. “Se antes cortávamos 8 vacas por dia, hoje estamos cortando 6”, diz Mattozo.
De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso(Sindifrigo), Luiz Antônio Freitas, as vendas de carcaça bovina feitas pelos frigoríficos caíram no Estado de uma maneira geral. “Todo mundo está comprando menos, houve uma redução de cerca de 10% na venda de carne pelos frigoríficos”, afirma.
Preço da carne em Mato Grosso, MT, Cuiabá, 17/07. (Foto: Reprodução/TVCA)Em julho, no entanto, o preço da arroba do boi teve
queda (Foto: Reprodução/TVCA)
No entanto, ele explica que o preço da arroba do boi sofreu uma redução de aproximadamente 8% do início do ano para julho, passando de R$ 142 para R$ 130. Com isso, o quilo da carcaça que era vendido a R$ 9,60, passou a ser vendido por R$ 8,90. “Isso porque no primeiro semestre houve uma oferta maior de bois para abate, seguida por uma redução no consumo”, informa.
O superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grossox (Acrimat), Olmir Cividini, confirma que, nas últimas semanas, houve uma desvalorização da arroba do boi para o pecuarista. "Imaginamos que o principal motivo é a demanda da carne. Lá na ponta, o consumidor está comprando menos, porque o preço tem subido, e também por causa da crise macroeconômica", diz.Diego Mattozo diz que percebeu que o preço da carcaça bovina que compra dos frigoríficos caiu cerca de 4% a partir do início do ano, mas comenta que não repassou a queda ao consumidor devido ao aumento da conta de energia elétrica após os reajustes do governo. “A conta passou de R$ 8 mil para R$ 15 mil mensais”, afirma. Com a diminuição nas vendas, ele manteve os preços praticados no açougue para não "assustar" os clientes e carnes de segunda, como paleta e acém, estão sendo vendidas a R$ 15 o quilo.

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Fonte : G1 Agrodebate - link http://goo.gl/DsBbUz

terça-feira, 14 de julho de 2015

Soja mostra reação moderada em Chicago

Cotações chegaram a subir até 4 pontos no pregão desta quarta-feira (08/7)
Câmbio ajuda a valorizar preços e negociações no mercado interno.


Os preços da soja no mercado futuro da Bolsa de Chicago mostraram uma pequena reação depois das fortes quedas dos últimos dois dias. O fechamento apontou alta de até 4 pontos sobre o dia anterior, embora mantendo a maioria dos contratos abaixo da casa dos US$ 10 o bushel, segundo o boletim Sojanews, da consultoria Agrinvestor Intelligence.
Segundo a consultoria, o dia foi de volatilidade, com o mercado buscando reagir por fatores técnicos e também frente a previsões de retorno de chuvas nas zonas produtoras dos Estados Unidos. Preocupações com as fortes quedas nos mercados acionários da China, no entanto, limitaram os ganhos.









A Agrinvestor Intelligence destaca ainda que o mercado também buscou se posicionar frente ao relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a ser divulgado nesta sexta-feira.
Analistas acreditam que o USDA deverá reduzir suas previsões sobre a produção americana em relação as estimativas anteriores, devido aos efeitos do excesso de chuvas sobre as lavouras. Aposta-se também numa redução nas projeções de estoques finais, tanto da safra velha quanto da nova.
No Brasil, o mercado de câmbio encerrou as negociações do dia novamente em acentuada alta de 1,5%, com o dólar cotado a R$ 3,222 na média entre compra e venda, o que favoreceu uma melhora dos preços internos da soja e a realização de um movimento razoável de novos negócios pelo país.
Fonte : G1 Agrodebate link :http://goo.gl/IuPK8M


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sábado, 11 de julho de 2015

Pesquisadores identificam ferrugem asiática em soja guaxa em MT

Foram encontradas soja guaxa em lavouras de girassol.
De Sorriso a Sinop, havia soja guaxa com esporos perto à área urbana.


Nos meses de junho e julho, os pesquisadores José Tadashi, PhD em Fitopatologia, e Eduardo Vaz, analista técnico da associação, percorrem as regiões Oeste, Norte e parte da Sul de Mato Grosso para verificar a incidência de ferrugem asiática em soja guaxa (soja voluntária) em meio a algumas culturas. A visita ao campo faz parte da programação da segunda rodada técnica realizada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) neste ano. A primeira ocorreu em janeiro e fevereiro.
“Na região Oeste havia bastante soja guaxa no girassol e na cotralária e, de forma mais moderada, no milheto. No caso da região Sul, fomos 
até Primavera do Leste. Durante o percurso não foi encontrada soja voluntária, com exceção do perímetro urbano”, relata Vaz. Nas rodadas, os pesquisadores também debateram juntos aos sindicatos rurais locais impasses técnicos de sanidade da soja, como vazio sanitário e fungicidas.
Em comparação aos anos anteriores, Tadashi avaliou que houve avanços na limpeza de soja guaxa na região Norte, principalmente na BR-163. A rodovia atualmente é gerenciada pela concessionária Rota do Oeste. De Sorriso atéSinop, também na BR-163, no entanto, foi verificada a presença de soja guaxa com esporos viáveis nas imediações do perímetro urbano.
Ainda no Norte, o fitopatologista e o analista técnico verificaram, na MT-220, infestação de daninhas aliadas a soja voluntária. “Na MT - 423, sentido Cláudia, foi constatada soja voluntária em crotalária e também alta severidade de ferrugem asiática com esporos viáveis, o que causa preocupação em relação a defesa sanitária do Estado, visto a ponte verde da cultura, fato que intensifica o uso dos poucos fungicidas ainda eficientes ao controle da doença”, explica Tadashi.
Vazio Sanitário
A fiscalização do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea/MT) devido ao vazio sanitário, que começou no dia 1º de junho e vai até 15 de setembro, também foi tema da rodada técnica na região Oeste.
Os relatórios são levados para a Comissão de Defesa Agrícola e Diretoria da associação, que geram ações efetivas no campo.


Fonte : G1 agrodebate Link :http://goo.gl/ZJWQrl

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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Usinas de MS já moeram 15,8 mi de t de cana na safra 2015/2016

Volume é o acumulado entre abril e o fim de junho, segundo Biosul.
Entidade reitera projeção de aumento da produção em 15,2%.



As usinas sucroenergéticas de Mato Grosso do Sul já processaram até o fim de junho, 15,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2015/2016, que foi iniciada em abril deste ano e deve seguir até janeiro do próximo. A informação é do relatório de acompanhamento de safra divulgado quinzenalmente pala Associação dos Produtores de Bioenergia (Biosul).
Segundo a entidade, o volume moído até a segunda quinzena de junho é 32,53% superior ao do mesmo período da safra passada, que foi aproximadamente 11,9 milhões de toneladas de matéria-prima. Somente nestes últimos 15 dias do mês passado, foram processadas 3,5 milhões de toneladas de cana, 10,17% a mais que no mesmo intervalo de tempo do ciclo anterior.
O presidente da Biosul, Roberto Hollanda, aponta que em junho houve uma redução do volume de chuvas nas principais regiões produtoras do estado, o que possibilitou que as usinas acelerassem o processamento. Ele também reiterou a projeção de que o estado deve atingir neste ciclo um volume de processamento de 50,2 milhões de toneladas, 15,2% a mais do que os 43,5 milhões de toneladas da temporada anterior.
Com  quantidade de matéria-prima já moída neste ciclo, o parque sucroenergético de Mato Grosso do Sul produziu 421 mil toneladas de açúcar, 36,2% a mais que na parcial da safra passada, e 884,2 milhões de litros de etanol, sendo 215 milhões de litros anidro e 669 milhões de litros hidratado.


Fonte : G1 Agrodebate link : http://goo.gl/avRXm5


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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Arábia Saudita avalia retomar compra de carne e aves do Brasil

Compras de carne foram suspensas em 17 de dezembro de 2012. 
Nesta semana, missão saudita fez série de vistorias em plantas frigoríficas.



Representantes da Arábia Saudita estão nesta sexta-feira (12) em reunião noMinistério da Agricultura discutindo, entre outros assuntos, a possibilidade de o país importar carne bovina in natura do Brasil. Nesta semana, a missão saudita fez uma série de vistorias em plantas frigoríficas para possível retomada das compras, suspensas em 17 de dezembro de 2012. Também está em pauta a venda de frango para o país.
Na reunião com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, eles farão considerações sobre fábricas e plantas de bovinos e aves. No ano passado, a exportação total do Brasil para a Arábia Saudita, incluindo outros produtos além de alimentos, somou US$ 2,542 bilhões e 5,332 milhões de toneladas. Desse total, US$ 1,217 bilhão foi em carnes, cortes e miudezas de aves.
Na última semana, os representantes sauditas visitaram frigoríficos no Pará, Mato Grosso e Pernambuco, passando por duas fazendas, um laboratório e seis frigoríficos. Também estiveram em seis unidades de abate de aves, um laboratório e uma granja. A reabertura do comércio com a Arábia Saudita tem potencial para ajudar a destravar negociações com países do Golfo Pérsico, como Kuwait, Bharein, Omã, Emirados Árabes Unidos e Qatar.

Fonte : G1 Agrodebate 
link fonte : http://goo.gl/oIfPYO